Por Danilo Pelloso

Superstições: Isso non eczist
9 de janeiro de 2012


Só pode ser brincadeira. Depois de todos os festejos do natal e do ano novo, agora vem à folia de reis. Quanta esquisitice. Há dois mil anos havia tanta festa? Eles viviam de quê? É vinho, é folia. Eita povo de Deus.
Antigamente festas. Hoje brigam por um pedaço da “santa” terra. Ainda falam que nossa juventude esta perdida na algazarra.
Depois de tanta folia, a retrospectiva. As melhores tragédias do ano. É avião caindo, seca, tornado, tufão. E onde estão as antenas da Aurora?
Grandes acontecimentos. Logo após surgem as adivinhações.
Essa parte eu gosto mais, porque é de um saber espantoso. Falasse tudo, mas não diz nada. Nas previsões dos acontecimentos apenas dizem o que já se sabe que acontecerá. Exemplo: a miséria no mundo, as dificuldades financeiras, o cataclisma, os falsos profetas. A volta do anticristo.
Em contrapartida o outro discute, nas bofetadas, os motivos do não retorno de Cristo. Poxa, Jesus veio e o crucificaram. Seria o mestre tolo em vir a essa Terra de novo? Todo inicio de ano é assim.
É o tarô, quiromancia, astrologia, os horóscopos. A previsão do que acontecerá a ti, o ano todo. O livre arbítrio segue na enxurrada de janeiro.
Até sei. Esse ano não comprarei a revista do sagitariano. Para meu signo aparecerá o seguinte: conter as emoções, sucesso profissional a partir do segundo semestre, e aproveitar a vida de forma responsável. Sucesso no amor a partir de maio. Tudo depois de agosto que ai você já esqueceu do prometido.
Pior, eu comprava para saber, mas da minha vida sei eu, não o horóscopo. Quanto maior a crença, mais acontece. A sugestão supersticiosa.
E Nostradamus, que via o futuro da humanidade numa tigela? O apocalipse. Crendices, para depois falar, eu não disse.
O que as pessoas não perceberam é que elas deixarão de viver a vida, para viver a expectativa de um acontecimento inexistente.
Que povo supersticioso meu Deus. Estima tenho no padre Quevedo: isso non eczist. Vamos viver a vida gente, e deixemos a fantasia para os livros.
Quer saber de uma coisa, tomarei um analgésico que eu ganho mais.
(Crônica publicada dia 07 de janeiro de 2012, no jornal Gazeta Regional de Lucélia)

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