Por Danilo Pelloso

VERDADES
22 de janeiro de 2012


Resta a mim o pensar se a verdadeira existência de um mundo que transgrida ao nosso não seria uma suntuosa quimera para vivermos mais conformados.
Teorias, conceitos, filosofias, preceitos. Tudo para o nada explicar.
Normalmente os cientistas aplicam a lógica para os conceitos da origem da vida, contrastando com os religiosos, discordantes dos filósofos. Na mistura surge o místico. Inexistem conhecimentos verdadeiros que possa acalmar o pensamento inconstante humano de mundo fantástico, mesmo sendo ilusão.
O conceito criado sobre a origem da vida não adquire significância alguma, porque que bem nos traz sabermos de onde viemos. Para onde vamos? Não sei. No desacreditar alguém através de conceitos lógicos da vida e da morte é uma quimera, uma bobagem, um golpe aborrecido da vaidade.
Se esta certo ou errado, ninguém sabe. A verdade é verdadeira apenas para o que nela acredita. A única verdade é a ausência da mesma.
Ser ou estar feliz com o que acreditamos ser verdadeiro é a grande jogada da vida. Verdadeiros ou não? Essa não é a questão. Importante é o que sentimos ao acreditar que verdadeiros são.
Oportunidade para a contemplação do belo no sublime viver, mesmo sendo uma inverdade. Os meios são significantes quando o fim é sublime?
Incorre ao erro quem desperdiça a vida num acreditar lamurioso. Do que importa ser verdadeiro se esse conceito trouxe apenas prantos e lamentos?
É melhor viver na miragem da existência e ser enganado pelo andar da multidão do que encarar a realidade. Certos entre os incertos?
A verdade depende do ponto de vista, sempre relativa. Nada definido. Eu continuo crendo no mundo de conto de fadas e seres fantásticos, saboreando um vinho tinto de vermelho poente.
Assim sinto-me contente no apreço onde quero estar. Complacente tenho força para auxiliar o que quer caminhar, desconsiderando o que acredito ser verdade, mesmo que a única verdade é a inverdade.
(Crônica publicada dia 21 de janeiro de 2012, no jornal Gazeta Regional de Lucélia)

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