DOMINGO, A SANTA ALIENAÇÃO COLETIVA
16 de setembro de 2011
O sino tilinta, indicando o caminho a seguir
Com a vestimenta agraciada, o jovem caminha em direção a “salvação”
Assim diz a mãezinha, ao seu filho
Na qual embutiste o pensamento alheio, de antemão.
Com as mãos dadas, continua a andar a criança
A mais nova esperança
De tornar-se um bom cidadão
Um cidadão, diferente, o cidadão.
Tudo é alegria para aquele que desconhece
Juntando as mãos, o jovem esta a proferir palavras repetidas
Embutidas em sua mente, que equivocada sente
A dor do conhecimento ausente.
Saindo da cerimônia sorridente
Por não saber o que o bom imperador ostenta
Sua mente entorpece
Abrindo caminhos obscuros, em forma de prece.
No cotidiano, a criança cresce, e sempre volta
Agora em um caminho sem volta
Decorre a pergunta sem resposta
O jovem agora se revolta.
Se revolta
Por não obter respostas
Dando voltas
Voltas e voltas.
Nada há o que responder
Já que todos não sabem o que dizer
O que discorrer ao jovem, se o adulto, astuto, indecente
Não tem respostas para os problemas que deveras sente.
Agora sentado, escutando
O bom imperador explicando
Indagando a solução de equívocos do cotidiano
Recebeste a resposta, em tons levianos.
O jovem continua a perguntar
E o bom homem sem resposta lhe dar
O jovem continua a perguntar
Parece-me que só resta ao jovem se calar.
Chega o próximo domingo
Nosso pequeno grande homem volta a vestir seu terninho
A caminhar, para em busca de respostas
Hoje encontrar.
Os mesmos dizeres, o bom imperador, esta a explicar
Dizeres estes, que não alivia a dor, deste jovem sofredor
Hoje, respostas não obtêm
E seus questionamentos continuam sendo tratados com desdém.
Esta o jovem a perguntar
Por que neste local deveria eu a estar?
A complexidade argumentativa, do pequeno grande homem aumenta
Proporcionalmente com as angústias, que o atormenta.
Há comentários indecentes
“Precisamos destes jovens alegres, felizes, sorridentes”
E assim encobrir os tantos descontentes
Assim “nossa causa” ganhará uma roupagem diferente.
O cotidiano continua
Assim como as argumentações do pequeno grande homem
Nosso querido jovem continua
Com a realidade obscura, nua e crua.
Sem respostas apresenta
Mesmo presente todos os domingos na incumbência
De ouvir o grande bom imperador, possuidor da distinta complacência
Seus “sábios lábios” que de reposta se ausenta.
Novamente dia de domingo
Por que a resposta não surge para este pequeno menino?
Não era melhor estar o mesmo dormindo?
Ao invés de continuar sem resposta, mesmo com mimo.
A cerimônia continua
E assim continua, o bom imperador
Ditando regras para os questionamentos reduzir
O ritual procede, numa encenação teatral, a conduzir.
Tudo esta pré-estabelecido
O mesmo comportamento fora repetido
Ensaiado incessantemente durante vários anos
Não havendo nem contratempos, nem descompassos, nem desenganos.
O jovem angustiado, lembrado é apenas pela obrigatoriedade
De repetir, incessantemente, palavras para “autoridade”
Passando várias horas nessa coletiva insanidade
Fazendo-o acreditar nessas indutivas maldades.
Jovem, meu querido pequeno grande homem
Um ser pensante que no momento desse devaneio coletivo
Coloca-se em reflexão: enquanto meu irmão necessita de auxílio
Estou eu aqui repetindo esse martírio.
Escutam-se vozes
Ele ainda não esta preparado
Para viver uma vida plena, como a nossa de “bom grado”
Muito distante do trabalho árduo.
O jovem se revolta, não concorda
O bom imperador observa o jovem a rebelar-se
Mostra-se através das ações
Há algo equivocado nesse lugar dito de orações.
Decidem os imortais
Tudo que não é passível de compaixão
Utilizado é, ao requerido jovem, a punição
O aprisionamento mental, do simples mortal.
De acreditar num ser mau e invisível
Agora relembrando está a necessidade
Que aumenta com a idade
De voltar a frequentar aquela comunidade.
Embutida em sua mente
Da inconsciente volta aos domingos
Seu ser em tristeza sente
De fazer parte deste nicho.
Ele, um dependente
Daquelas palavras “benditas”
Que o bom imperador o fez acreditar
Tornando o pequeno grande homem escravo, do seu próprio pensar.
A mim torna-se esse comportamento de muito mal grado
Não atrapalha em nada meu cotidiano
Por acreditar ser este a maior invenção
A invenção do auto-engano.
Invenção criada por um ser muito astuto, mas ardiloso
Que usa tamanha sagacidade, do eu mental delicado
De um jovem dedicado
Por uma causa que, muitas vezes, não é de bom grado.
Assim o folclore é utilizado
Com exagerado desagrado
E o cordeiro de Deus, antes revelado
Volta aos braços do padrasto.
Tenha percepção e consciência
Viva sempre de acordo com sua essência
Com respeito, discernimento, decência
Ela o libertará da insignificante existência.
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