Por Danilo Pelloso

AUTO-ENGANO
04 de março de 2012


A arte de enganar a si próprio. Na humana mente aberta, num movimentar de pensamentos conhecidos seria impossível a conviver.
As verdades mais profundas, que aterroriza nossos sonhos, roubando o fôlego, na escuridão. Roupagem ao pensamento, no “harmonioso” convívio.
Quem nunca pensou bobagem? Quem nunca queria o próximo mais distante? Quem nunca, em algum momento da vida, abandonou o acreditar na força divina? Quem nunca amoleceu o coração, estando seriamente doente? Quem nunca, entristecido, concedeu sorrisos perante o sofrimento? Quem nunca, sabendo a verdade, viveu na ilusão? Quem nunca foi enganado por si mesmo? Quem nunca deixou de viver estando vivo? Quem nunca...?
Os pensamentos nos governam? A sociedade controla nossas ações. Assim nosso pensamento nasce não do pensar, mas da postura no viver social. Estamos perdidos, numa sociedade doente, que no fundo chora.
Moldados por todos. Fingimos estar bem, quando essa é a única coisa que não está. Sorrindo no rosto a esconder a tristeza. A mente? Lamenta, no pranto de viver em discordância com o próprio pensar.
Com isso, vivesse condizente com todos, mas não consigo mesmo. O auto-engano. Necessário? Não saberia dizer.
Assim, qual seria o maior problema do ser humano? É ser humano, chorando através do sorriso. Qual nosso maior inimigo? Nós mesmos. Humano, porque é assim? Novamente não saberia responder. Meu sonho? Ver, no interior das almas, sua alegria de viver, não o que elas querem parecer.
Auto-engano humano, no entristecido viver sorridente.
(Crônica publicada dia 03 de março de 2012, no jornal Gazeta Regional de Lucélia)

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