Por Danilo Pelloso
TEATRO DE MARIONETES
16 de julho de 2012
Teatro de marionetes. O manusear a todos, sendo apenas um. Apresentação exuberante, não menos custosa. Aplausos ao monólogo.
Do criador a criatura criada. Os personagens debatem entre si, conflitam entre si. Começo e fim da insensatez. Detrás da cortina obscura da vida, o pensante ser, que tudo sabe e tudo vê, mas que não gosta de parecer.
Múltiplos personagens? Ou múltiplas personalidades? Na encenação a perfeição. A vida e a morte nas mãos do ventríloquo. Monólogo.
A parte do todo, no centro da espiral cósmica. Cadê o senso comum? Como haveria, sendo todos manipulados por apenas um? Teatro de marionetes. Puxasse a corda sempre. Levantando e sentando. Puxasse a corda sempre. Dançando e bailando. Puxasse a corda sempre, dando vida aos bonecos humanos.
Seres viventes, ausente biografia, vivendo nas margens da própria existência. Frivolidade. Há sempre um sistema pensando por nós, para nós, mas não conosco, na sutil habilidade, de conduzir nossa realidade.
Somos joguetes nas mãos do grande herói. Das sensações as emoções. Inverdades. Mãos e pés enlaçados, conduzindo o nosso destino ao desatino. Bom ou ruim? Inexistem julgamentos, apenas sugestões. Hipnotismo barato. O brinde? Deveria ser em copos de plásticos, mas utilizam cristais no tilintar do vinho tinto. Na ânsia de viver a vida de todos, manuseando os seres “pensantes”, no teatro de marionetes humanas. Aplausos à insensatez.
Crônica publicada no Jornal Gazeta Regional, Lucélia, SP, em 19 de maio de 2012
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