Por Danilo Pelloso

NÃO SE ATENHA A DETALHES
16 de julho de 2012


Lógica reflexão. Antigamente os humanos, com bucólico pensar, atribuía às manifestações naturais aos deuses. Na luz da ciência, os deuses dormiram, num repousar permanente.
Restou apenas o mistério. A origem do universo. Seria o ser humano capaz de explicar logicamente, sem interferência divina? Novo gole.
O universo é composto de matéria, energia e espaço. A matéria pode se transformar em energia, sendo o inverso verdadeiro.
O espaço-tempo como foi criado? No equilíbrio, traz mais uma poxa.
O espaço é a ausência da matéria, energia. Elas? A contrapartida do espaço. Ao adentrar na força que conduz para o centro, a presença da ausência do nada, engolisse o espaço, matéria e energia, parando o próprio tempo. Mais uma dose.
Se ausentasse o tempo, não tem fatos, nem acontecimentos, que permeia a cronologia. Assim a existência é o não existir. A origem de tudo é a presença do nada. Ausentasse a causa, devido ao fato de inexistir o tempo.
Incompreensível vida no ausente pensar. Mundos paralelos? Viagens em outras dimensões? Civilizações invisíveis? Novas moradas? O sentir da presença inexistente? A imortalidade? O nada desdobrando no todo, e a imensidão dos verdejantes campos floridos, voltando para a cinza.
O acreditar no inexistente, leva nossa existência, no adiar da própria felicidade essência. Ciscamos em explicar, ao invés da vida vivenciar, tenebrosos por não saber para onde vamos, de onde viemos. O que importa saber sua origem ou destino, se a vida passa, e você não vive?
Céu? Inferno? Ahn. Ahn. Não se atenha a detalhes.
Crônica publicada no Jornal Gazeta Regional, Lucélia, SP, em 17 de março de 2012

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