Caranguejo aparece e assusta funcionários de posto de combustíveis
Nossa Lucélia - 13.03.2015
Crustáceo foi encontrado em um estabelecimento comercial em Lucélia e depois acabou solto em uma mata. Empresária registrou a presença do animal em fotografias
LUCÉLIA - Funcionários de um posto de combustíveis em Lucélia receberam uma visita inusitada. Um caranguejo, de porte grande, desfilou demonstrando suas garras pela área aberta do estabelecimento.
Segundo a empresária Cheila Helena Demiscki, o primeiro a ver o caranguejo foi um funcionário. “De manhã meu funcionário veio me trazer uma surpresa, como sempre faz quando chega algum bichinho perdido. Ele sabe que gosto muito de animais. Mas neste dia os olhos dele [funcionário] brilhavam tanto que imaginei o que ele teria achado desta vez”, explicou Cheila ao iFronteira.
A empresária disse que o funcionário foi ao fundo do posto e trouxe o animal em uma garrafa plástica, após desconfiar de que fosse um escorpião. “Ele [funcionário] disse que viu o animal se mexer e achou que fosse um escorpião gigante e quis capturá-lo. Eu nunca tinha visto de perto. Fiquei surpresa e muito assustada, e também com medo, porque não entendia direito o que era. Coloquei no pátio do posto e ele, muito ligeiro, começou a correr engraçado de lado e muito rápido, com suas garrinhas se posicionando querendo se defender”, destacou a empresária ao iFronteira.
Cheila aproveitou a presença inusitada do crustáceo para registrar o fato em fotografias e depois soltá-lo e uma mata que fica próxima ao posto. “Tive a ideia de soltá-lo no barranco para que encontrasse a mata e o rio e fosse pelo menos viver na natureza, longe dos humanos, carros e motos, pois tem muito movimento de veículos aqui no posto e não sabíamos o que poderia acontecer”, relatou.
DILOCARCINUS PAGEI - O biólogo e professor Silvério Takao Hossomi explicou ao iFronteira que o exemplar encontrado em Lucélia se trata do "Caranguejo de água doce" ou "Caranguejo vermelho", cujo nome científico é Dilocarcinus pagei, comum no Estado de São Paulo e no Mato Grosso do Sul. "São encontrados na região da Bacia do Rio Paraná, próximo de lagoas e dos brejos", falou.
O especialista ainda comentou que o crustáceo é usado como isca por pescadores. "O que pode ter acontecido é que alguma pessoa pegou ou comprou o caranguejo e acabou soltando sem querer. Ou esse estabelecimento pode ficar próximo de algum córrego que pertence à Bacia do Rio Paraná", afirmou Hossomi.
O professor ressaltou também que o caranguejo é "dócil", porém, pode "beliscar", caso seja ameaçado, mas não chega a ser algo perigoso. "São pequenos caranguejos aquáticos, de hábitos noturnos, com coloração avermelhada. É a segunda isca viva mais capturada e comercializada no Pantanal", complementou o biólogo, que é coordenador do curso de ciências biológicas da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), em Presidente Prudente.
Fonte: Valmir Custódio e Heloise Hamada _ Do iFronteira.comVoltar para Home de Notícias
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