Câmara de Tupã aceita denúncia que pede cassação do prefeito Ricardo Raymundo
Nossa Lucélia - 02.04.2019


Comissão Processante terá até 180 dias para investigar as possíveis irregularidades cometidas pelo prefeito

TUPÃ - A Câmara Municipal de Tupã  aceitou por 10 votos a 4  nesta  segunda-feira (01) a  denúncia que pede a cassação do prefeito Ricardo Raymundo (PV). Votaram contra a denúncia os vereadores, Valter Moreno Panhossi, Capitão Neves, Pastor Castilho e Meireles.

Após o recebimento das denúncias, foram montadas as comissões de vereadores que vão apurar os fatos. 

A comissão Processante para investigar as supostas irregularidades em licitações e será composta pelos vereadores, Amauri Sérgio Mortágua que foi  escolhido Presidente, Charles dos Passos  relator e o  Capitão Neves, membro. 

A Comissão Processante terá até 180 dias para investigar as possíveis irregularidades cometidas pelo prefeito e criar um relatório para votar a provável cassação.

Após concluir o relatório, no prazo de até 180 dias, a Câmara Municipal realizará uma sessão específica para votar a denúncia. 

Também será necessária a aprovação de dez vereadores para destituir o prefeito do cargo, definitivamente. Nessa sessão específica, os vereadores vão analisar se a denúncia é constitucional. Em seguida, o pedido de cassação será votado. 

O pedido de cassação de mandato do prefeito de Tupã, José Ricardo Raymundo foi protocolado na última quarta-feira (27), na Câmara Municipal de Tupã pelo o advogado André Gustavo Zanoni Braga De Castro, popularmente conhecido como "Pena Castro.

O documento alega ineficiência do atual governo e exemplifica pontos que poderiam justificar a abertura do processo de cassação. São eles: os cargos comissionados; infestação de animais peçonhentos e de casos dengue; aquisição de 504 câmeras de segurança; falta de AVCB em prédios públicos; irregularidades nas Residências Terapêuticas; o estado das ruas do município; falta de macrodrenagem e aquisição de computadores destinados à Secretaria Municipal de Educação. 

O advogado ainda em documento, afirma que "o chefe do executivo perdeu totalmente o controle do comando e das execuções de atribuições de atividades básicas, deixando de promover o bem-estar dos seus habitantes, que deveria ser a função do prefeito”. 

Para que o processo tenha início, o documento precisava do voto favorável de dez dos 15 vereadores.  10 vereadores votaram peça aceitação das denuncias e 4 votaram  contra.


Fonte: Tupã Noticias / Foto: Mais Tupã

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