Segundo o site "Por Trás do Alimento" água de Adamantina teria a presença de 27 agrotóxicos
Nossa Lucélia - 22.04.2019


Sabesp descarta contaminação. Mapeamento em nível nacional traz dados gerais e sobre cada município brasileiro

ADAMANTINA - A água consumida em Adamantina teria a presença de 27 agrotóxicos, dos quais 11 seriam associados a doenças crônicas como câncer, defeitos congêneres e distúrbios endócrinos. A informação foi extraída do site Por Trás do Alimento, em uma ampla reportagem sobre o tema, publicada no último dia 15.

Segundo o site Por Trás do Alimento, os dados que permitem esse cenário são do Ministério da Saúde e foram obtidos e tratados em investigação conjunta da Repórter Brasil, Agência Pública e a organização suíça Public Eye, cujas informações são parte do Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Sisagua), que reúne os resultados de testes feitos pelas empresas de abastecimento.

Na pesquisa por Adamantina, o site informa a presença de 27 agrotóxicos. Os 11 que seriam associados a doenças crônicas como câncer, defeitos congêneres e distúrbios endócrinos, são o Alaclor (9 detecções em 14 testes), Atrazina (8 detecções em 14 testes), Carbendazim (2 detecções em 2 testes), Clordano (2 detecções em 14 testes), DDT+DDD+DDE (12 detecções em 14 testes), Diuron (2 detecções em 2 testes), Glifosato (14 detecções em 14 testes), Lindano (12 detecções em 14 testes), Mancozebe (1 detecção em 1 teste), Permetrina (12 detecções em 14 testes) e Trifluralina (12 detecções em 14 testes).

Os outros 16 agrotóxicos que estariam presentes na água de Adamantina são o 2,4D + 2,4,5T (8 detecções em 10 testes), Aldicarbe (4 detecções em 4 testes), Aldrin (12 detecções em 14 testes), Carbofurano (4 detecções em 4 testes), Clorpirifós (4 detecções em 4 testes), Endossulfan (12 detecções em 14 testes), Endrin (12 detecções em 14 testes), Metamidofós (1 detecção em 1 teste), Metolacloro (8 detecções em 14 testes), Molinato (8 detecções em 14 testes), Parationa Metílica (4 detecções em 4 testes), Pendimentalina (12 detecções em 14 testes), Pofenofós (4 detecções em 4 testes), Simazina (8 detecções em 14 testes), Tebuconazol (4 detecções em 4 testes) e Terbufós (4 detecções em 4 testes).

SABESP AFIRMA QUE A ÁGUA NÃO ESTÁ CONTAMINADA - Atendendo solicitação do Siga Mais, a Sabesp, responsável pelo abastecimento de água em Adamantina, afirma que o município não possui nenhuma concentração acima do limite considerado seguro no Brasil. “A água fornecida pela Sabesp não está contaminada. A Companhia garante a segurança do abastecimento da população, por meio de testes diários realizados em laboratórios certificados pelos órgãos competentes. Sempre que necessário, para segurança da população, os testes são refeitos”, informa.

Segundo a Sabesp, a legislação brasileira, do Ministério da Saúde, estabelece parâmetros seguros de substâncias encontradas na água conforme definições da Organização Mundial de Saúde (OMS). Para controlar isso, são realizados 90 tipos de testes e mais de 90 mil análises mensais que aferem turbidez, cor, cloro, coliformes totais, metais, agrotóxicos, dentre outros.

Ainda de acordo com a Sabesp, os relatórios de qualidade da água são enviados mensalmente ao Ministério da Saúde e também são disponibilizados às Vigilâncias Sanitárias dos municípios. A empresa informa que além do envio dos relatórios a esses órgãos, os clientes podem conhecer esses resultados na conta de água ou pelo seu site. A água distribuída em Adamantina pela Sabesp é servida a partir de extração subterrânea em oito poços profundos. A produção diária de água é de 8.200.000 litros.

A nota da Sabesp faz também referência a uma entrevista da professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Cassiana Montagner, à CBN, no dia 17 de abril. Ela realiza estudos sobre o tema no Instituto de Química da Universidade. Ela também é citada no amplo material publicado pelo site Por Trás dos Alimentos.

Na entrevista  a pesquisadora explica que as concentrações na água são residuais e não necessariamente são associadas a um efeito na saúde humana, mas estudos estão sendo feitos em todo o mundo para avaliar os impactos.

Ela pondera que as concentrações de agrotóxico na água precisam ser olhadas com cautela para associar a riscos. “Quanto melhor nossa ferramenta de medição, menores concentrações serão detectadas e consequentemente aumenta os índices. O que a gente pode dizer, sim, existem resíduos que são reflexos do que tem nossos mananciais. Se não protegermos, os sistemas de tratamento têm dificuldade de remover os agrotóxicos em concentrações baixas. E consequentemente pode estar na nossa água”, diz. “É importante deixar claro que as concentrações na água são muito baixas, residuais, e não necessariamente são associadas a um problema na saúde humana. O que nos preocupa é a mistura dos agrotóxicos. Esses estudos estão sendo realizados em todo o mundo. Enquanto isso a população pode continuar tomando água porque está enquadrada em nossa portaria”, completa, referindo-se aos parâmetros vigentes na legislação brasileira.


Fonte: Sigamais

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