Surto de Síndrome Mão-Pé-Boca provoca a suspensão de atividades em creche em Sagres
Nossa Lucélia - 22.05.2019


De acordo com a coordenadora da unidade e a Secretaria Municipal de Saúde, as aulas foram paralisadas preventivamente para que o local receba serviços de desinfecção

SAGRES - O surgimento de casos da doença mão-pé-boca em quatro crianças e duas mulheres, entre alunos e funcionárias da Creche "Renata Alves Guimarães Ribeiro", em Sagres, suspendeu as atividades da unidade de ensino nestas quinta e sexta-feiras (21 e 22).

As crianças infectadas são uma menina e três meninos, na faixa entre um e três anos de idade. Já as duas funcionárias acometidas pela doença têm 30 e 53 anos.

De acordo com a coordenadora da unidade de educação infantil, professora Rita Nascimento, e a Secretaria Municipal de Saúde, as aulas foram suspensas preventivamente para que o local receba serviços de desinfecção.

Na segunda-feira (27), os serviços retornarão normalmente. No total, são atendidas na creche 98 crianças na faixa etária de cinco meses a seis anos.

A decisão está baseada na cautela para que novos casos não surjam, já que há ainda mais cinco outros suspeitos. A síndrome é comum na infância, antes dos cinco anos de idade.

O nome da doença se deve ao fato de que as lesões aparecem mais em mãos, pés e bocas dos pacientes. A Síndrome Mão-Pé-Boca é transmitida pelo vírus Coxsackie, da família dos enterovírus (que normalmente habitam o sistema digestivo). A doença leva esse nome pois sua característica é a presença de feridas avermelhadas na planta dos pés, nas mãos e no interior da garganta.

A transmissão pode ocorrer tanto pela via oral, onde há contato com a saliva e outras secreções das vias respiratórias, feridas, alimentos ou objetos contaminados quanto pelas fezes de pacientes infectados.

FEBRE ALTA - O quadro geralmente tem início com febre, que pode ser alta. Algumas crianças chegam a apresentar mais de 39ºC de febre, que pode durar de dois a três dias. Quando a febre cede, o estado geral das crianças é bom. Geralmente, elas conseguem brincar e ficam bem dispostas até a próxima elevação da temperatura, conforme explica a médica pediatra Ana Escobar.

Depois de dois ou três dias de febre, surgem as lesões características. O diagnóstico é feito pelo pediatra com a história e o exame físico da criança. Esta síndrome é bastante contagiosa, e as crianças com menos de cinco anos de idade são as mais suscetíveis.

A Síndrome Mão-Pé-Boca tem curso benigno na imensa maioria das vezes e sara sozinha em até sete dias. O grande desafio para os pais, mães e cuidadores é fazer com que crianças com muitas lesões na boca se alimentem direito. No entanto, depois de tudo passar, vem a fome e os pacientes que perderam peso têm a chance de recuperá-lo rapidamente, segundo Ana Escobar.


Fonte: G1 Presidente Prudente

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