Último acesso do Azulão faz 10 anos, e marca começo de nova história para profissionais da bola
Nossa Lucélia - 30.05.2019
Azulão celebra 1 década do último grande feito; campanha de 2009 simboliza o início de nova carreira para treinador e comunicador que participaram do acesso na Série A-3 do Paulista
OSVALDO CRUZ - O último grande feito do Osvaldo Cruz em campo completa 10 anos, nesta sexta-feira (31). Há exatamente uma década, a equipe empatava em 2 a 2 com a Itapirense, no Brenão , e garantia o acesso da Série A-3 de 2009, para a Série A-2 do ano seguinte. O que foi a última conquista significativa da equipe do Oeste Paulista, passado todo esse tempo, simboliza ainda o começo de uma nova trajetória para dois profissionais do mundo da bola, que, por isso, guardam boas lembranças daquele jogo, como são os casos do treinador Rogério Delgado e do jornalista Pedro Afonso.
Delgado chegou ao clube no início daquela temporada. O atual treinador do Bandeirante de Birigui havia encerrado a carreira de atleta profissional em 2008. No ano seguinte, convidado por Júlio Rondinelli, diretor do Azulão na época, ele chegou para ajudar a formar a comissão técnica, que começou a ser dirigida por Candinho Farias.
Candinho ficou até a rodada 16, quando saiu para comandar o Guaratinguetá (SP), na Série C do Brasileiro. Mesmo inexperiente, Delgado aceitou o desafio de comandar o Osvaldo Cruz nas três últimas partidas da primeira fase, cruciais para garantirem vaga na segunda fase.
Na rodada 20, a primeira da segunda fase, João Martins chegou para assumir a comissão técnica, e Delgado voltou para o cargo de auxiliar técnico. Entretanto, a experiência é apontada como determinante para a sequência da carreira do treinador, impulsionada ali, pela campanha que garantiu o acesso ao Azulão.
“Essa campanha tem um significado especial para mim. Você começa em uma nova função, e começa ganhando, sendo um iniciante ainda. Aquele acesso foi, sim, um grande começo. Fiz contatos e, dali, segui como auxiliar e também treinador”.
Além do contexto geral, Delgado tem uma lembrança específica que reforça esse significado. O gol de empate do Osvaldo Cruz contra a Itapirense, naquela tarde fria e chuvosa no Brenão, foi marcado pelo atacante Faísca, aos 33 minutos da etapa final, menos de dois minutos após o atacante ter entrado.
Contestado pela torcida por estar rendendo abaixo do esperado, Rogério Delgado relembra que o atacante esteve para ser dispensado, mas, a pedido do próprio Rogério, ao assumir o time no final da fase classificatória, a decisão foi mudada.
Delgado conta ainda que, no intervalo do jogo contra o time de Itapira, quando o Azulão perdia por 2 a 0, ele e o preparador de goleiros, Wilson, sugeriram a João Martins uma chance ao atacante, que teve a oportunidade e aproveitou, fazendo o gol "de peixinho" que empatou a partida e garantiu o acesso.
“São coisas do futebol. A gente vive ele e entende. Hoje, fico feliz por ter ajudado” concluiu o treinador.
"É NOSSO... É NOSSO... É DO AZULÃO!"
Para o jornalista Pedro Afonso, a campanha de 2009 também teve um significado bastante especial. Iniciante no ramo da comunicação, Pedro acompanhou todos os jogos em casa da equipe, atuando por um jornal da cidade, aos 18 anos.
Apaixonado pelo Azulão, a partir do acesso, ele passou a ter certeza que somar o sentimento pelo futebol e o clube com a responsabilidade de informar o público seria a escolha profissional mais correta para ele.
No ano seguinte, ele começou a carreira no rádio, como repórter de campo. Logo depois, Pedro virou narrador, atribuição que é seguida até hoje, na rádio osvaldo-cruzense Max FM. A equipe é formada ainda por Adriano Venturoso, Claudinei Couto, Kléber Santos e Valter Coca, e, desde 2016, acompanha o time em jogos dentro e fora de casa.
“Aquele jogo foi importante, pois devolveu o orgulho de ser osvaldo-cruzense. Já tínhamos conquistado outros acessos, mas aquele foi diferente. Lutamos contra equipes tradicionais, algumas com um investimento bem maior que o nosso. E o time lutou e conseguiu o acesso. Foi isso. Devolveu o orgulho”.
O JOGO
Em campo, a Itapirense fez o primeiro com Veiga, aos 13 da etapa inicial, em chute cruzado. Aos 42, após cruzamento da direita, Ricardinho ampliou para os visitantes. O Osvaldo Cruz diminuiu com Ivanzinho, cobrando falta, aos 29 da etapa final. E ficou para o contestado Faísca, como disse Rogério Delgado, entrar, empatar e garantir o acesso.
“Quando ele entrou, eu e toda torcida tivemos a mesma reação: O Faísca, não! Mas, felizmente, a gente estava errado”, relembra Pedro, reforçando aquilo que Delgado traz na memória.
CAMPANHA
Na primeira fase, o Osvaldo Cruz foi o oitavo colocado, ficando com a última vaga para fase seguinte. Em 19 jogos, foram oito vitórias, sete empates e quatro derrotas, com 24 gols marcados e 15 sofridos.
Na segunda fase, o Azulão foi o segundo colocado do Grupo 2, ficando atrás do Votoraty. Em seis jogos, o time do Oeste Paulista fez 10 pontos, após três vitórias, um empate, duas derrotas, nove gols marcados e nove sofridos. Ivanzinho foi o artilheiro do time na competição, com 10 gols.
Além de Votoraty e Osvaldo Cruz, Paec (hoje, Audax) e Grêmio Osasco também subiram. Na decisão, o Votoraty bateu o Grêmio Osasco e ficou com a taça da Série A-3.
Fonte: João Paulo Tilio e Paulo Taroco _ Do Globo Esporte.comVoltar para Home de Notícias
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