Cremesp cancela registro de dois médicos em Iacri que fraudaram revalidação de diploma
Nossa Lucélia - 25.09.2019


Médicos tiveram registros profissionais cancelados e caso é levado pelo Cremesp à Polícia


IACRI - Dois médicos que exerciam atividade profissional em Iacri - Auriliana Maria Pires de Toledo e José Roberto Spin de Toledo - e um outro médico que atuava em Sorocaba - André Eduardo Pereira da Silva –, tiveram os registros profissionais cancelados na última sexta-feira (20) pelo Cremesp (Conselho Reginal de Medicina do Estado de São Paulo).

Segundo publicou o órgão, em seu site, os três teriam forjado aprovação no Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeiras (Revalida).

André Eduardo, que atuava em Sorocaba, é formado na Bolívia pela Universidad de Aquino Bolívia (UDABOL). Já Auriliana de Toledo e José Roberto de Toledo estudaram na Universidad Politécnica y Artística del Paraguay (UPAP).

De acordo com o Cremesp, munidos de falso documento de aprovação no Revalida, os três conseguiram certificar o diploma junto à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). A fraude foi descoberta pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) que comunicou o Cremesp sobre a adulteração dos documentos de aprovação. No Brasil, ao todo, foram 10 casos detectados.

Além de cassar o registro profissional, o Cremesp ainda comunicou o fato às autoridades policiais para diligências cabíveis. “Antes de emitir o registro profissional de quem se forma no exterior, checamos toda a documentação dos formados junto à universidade estrangeira. Além disso, confirmamos a validade do diploma estrangeiro junto à instituição de ensino brasileira credenciada, no caso a UFRN, para nos certificarmos de sua autenticidade. Após sermos notificados pelo Inep sobre a falsa aprovação desses graduandos no Revalida cancelamos, de imediato, seus registros profissionais e excluímos as informações desses indivíduos do nosso sistema. Também denunciamos os casos à polícia por exercício ilegal da medicina”, comenta o primeiro secretário e conselheiro do Cremesp, Angelo Vattimo.

O órgão informa que tem atuando para fortalecer o Revalida e impedir que o processo de revalidação de diplomas médicos estrangeiros seja flexibilizado. “Nossa maior preocupação é com a segurança do paciente. Por isso, vamos continuar intransigentes e vigilantes, combatendo casos como esses, cada vez mais comuns. Este triste flagrante é mais uma motivação que temos para continuarmos a defender instrumentos como o Revalida, que inibem o exercício da medicina por pessoas sem qualificação”, completa Vattimo.


Fonte: Sigamais

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