Atleta osvaldocruzense, ex-número 2 do Brasil no dardo vive novo drama e busca forças enquanto aguarda decisão médica
Nossa Lucélia - 05.10.2019


Ainda durante a recuperação do desempenho pós-cirurgia no ombro, Eloah Scramin sente dores no joelho no Troféu Brasil; ideia é driblar outra operação depois de pouco mais de um ano

OSVALDO CRUZ - Os próximos meses cobrarão muita paciência e ainda mais persistência da osvaldo-cruzense Eloah Scramin, do lançamento de dardo. Aos 23 anos, Eloah voltou a um ritmo mais intenso de treinos em maio, após passar por uma cirurgia no ombro, em julho de 2018. Mas, enquanto ainda recuperava o desempenho, ela sentiu dores no joelho há cerca de um mês, durante o Troféu Brasil, primeira competição fora do níveis regional ou estadual que encarou desde o retorno. O objetivo agora é driblar o novo drama que se desenhou e evitar um processo cirúrgico, após pouco mais de um ano daquele que passou no ombro.

“Sim, eu estou preocupada, mas confio muito na decisão médica. Nos últimos dias, fiz alguns treinos adaptados. A reação tem sido boa. A questão é que todos os riscos precisam ser analisados, como já conversamos, tanto se optarmos pela cirurgia ou apenas pela fisioterapia”, disse a atleta.

Ainda conforme explicou Eloah, os profissionais que realizam o acompanhamento do caso têm deixado claro os prós e os contras entre as duas escolhas. Um processo cirúrgico no menisco, onde está a origem da dor, poderá causar um desgaste e comprometê-lo futuramente, uma vez que o lançamento de dardo é caracterizado por um grande impacto no local. Entretanto, a escolha pela fisioterapia poderá apenas prorrogar a decisão, caso as dores voltem.

O lado bom da história é que, conforme os exames, os ligamentos não foram afetados e, por isso, existe a possibilidade de Eloah conseguir uma recuperação plena em torno de quatro meses, seja por uma cirurgia ou fisioterapia com sucesso.

A osvaldo-cruzense tem uma consulta marcada, nesta semana, com o médico que fez a operação de seu ombro direito (lançador). Além dessa conversa, a atleta espera o retorno do fisioterapeuta que acompanha o caso, mas está com a delegação brasileira no Mundial de Doha, no Catar. Por isso, a decisão pela sequência com a fisioterapia ou a realização de um novo processo cirúrgico deverá sair apenas pouco antes do fim desta quinzena de outubro.

“Agora, é só cuidar. O que me motiva é ver que as marcas que consegui no ano passado me proporcionariam um 11º lugar no Mundial, fazendo essa comparação. Esse é um dos motivos que têm me motivado muito”.

No ano passado, ela chegou à vice-liderança do ranking adulto e ao topo do nacional sub-23, com a marca de 58,50m, alcançada no Brasileiro Sub-23, em Porto Alegre (RS). Neste ano, ela é a 14ª do ranking adulto, com 44,05m. No Troféu Brasil, antes de sentir o joelho esquerdo (o de apoio), ela lançou 43,67m e terminou na sexta posição com sua equipe, de São Caetano do Sul (SP).

Após o nacional, Eloah chegou a deixar uma mensagem em uma de suas redes sociais, explicando o fato e pedindo desculpas aos apoiadores e torcedores (veja abaixo).



Enquanto a decisão principal não é tomada, Eloah segue treinando pela manhã e fazendo a fisioterapia à tarde, em Santo Amaro, na zona sul da capital paulista. À noite, ela ainda trabalha como instrutora de pilates, o que tem servido como um escape para a situação atual, como disse Eloah.


Fonte: Paulo Taroco _ Do Globo Esporte.com

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