Vigilância Epidemiológica confirma caso de leishmaniose em criança de um ano, em Flórida Paulista
Nossa Lucélia - 12.12.2019
Paciente já está em casa, mas ainda recebe cuidados médicos através da Unidade Básica de Saúde (UBS) da cidade
FLÓRIDA PAULISTA - A Vigilância Epidemiológica (VE) registrou um caso positivo de leishmaniose em uma criança de um ano moradora do bairro Jardim Bela Vista, em Flórida Paulista.
Segundo informações do enfermeiro Sérgio Leme, o paciente recebeu os primeiros cuidados na Santa Casa de Misericórdia do município, onde foram solicitados exames.
Posteriormente, a criança foi encaminhada ao Hospital Materno Infantil de Marília, onde foram solicitados novos exames e o caso foi confirmado.
O enfermeiro explicou que a Secretaria de Saúde de Flórida Paulista foi informada da suspeita da doença no dia 29 de novembro. No dia seguinte, o caso foi confirmado.
Ainda conforme Leme, a criança já está em casa, passa bem e recebe cuidados médicos através da Unidade Básica de Saúde (UBS) da cidade.
A coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Irene Raquel da Silva Duarte, salientou que foi realizado manejo ambiental pelo município, que a população recebeu orientação e que houve panfletagem para conscientização.
Além disso, ela reforçou que é importante que a população mantenha o quintal limpo, enfatizando os cuidados para a retirada de madeira, fezes de animais e frutas que caem das árvores.
"Não há na cidade nenhuma lei que proíba a criação de galinhas nos quintas e isso é bem comum em bairros periféricos, como o Bela Vista", conclui Irene.
SINTOMAS - A leishmaniose visceral é uma doença infecciosa sistêmica, caracterizada por febre de longa duração, aumento do fígado e baço, perda de peso, fraqueza, redução da força muscular, anemia e outras manifestações.
Segundo o Ministério da Saúde, no ambiente urbano, os cães são a principal fonte de infecção para o vetor.
A transmissão acontece quando fêmeas dos mosquitos conhecidos como mosquito-palha picam cães ou outros animais infectados e, depois, picam o homem, transmitindo o protozoário Leishmania chagasi.
O tratamento está disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os medicamentos utilizados atualmente no Brasil não eliminam por completo o parasita nas pessoas e nos cães. No entanto, o homem não tem importância como reservatório da doença.
Já nos cães, o tratamento resolve os sintomas clínicos, mas os animais continuam como fonte de infecção. Por isso, a eutanásia é recomendada de forma integrada com os tratamentos recomendados pelo Ministério da Saúde.
Fonte: Carlos Volpi e Thamires Fonseca _ TV FronteiraVoltar para Home de Notícias
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