História de Lucélia é tema de artigo científico internacional
Nossa Lucélia - 16.12.2019


A pesquisa sobre Lucélia teve início em 2017, quando Victor descobriu através do jornalista Marcos Vazniac a existência da colônia Balisa

LUCÉLIA
- O artigo científico do historiador pauliceiense Victor Hugo S. Souza, junto ao coordenador de pesquisas do Museu de Etnografia e História Natural da Moldávia e também presidente da Associação de Geógrafos da Moldávia, Dorin Lozovanu, acerca da colônia eslava Balisa, que corresponde ao município de Lucélia, foi publicado no último dia 9 de dezembro pela revista da Universidade Estadual de Tiraspol, “Acta et Commentationes” em Chisinau, capital da Moldávia, país do leste europeu que faz fronteira com a Ucrânia e com a Romênia.

A pesquisa teve início no ano de 2017, quando Victor descobriu por meio do jornalista de origem russa bessarábica, Marcos Vazniac, a existência da colônia Balisa, localizada entre Lucélia e Pracinha. O bairro rural foi fundado em 1930 por um grupo de imigrantes oriundos da Bessarábia, território que atualmente corresponde a Moldávia e parte da Ucrânia, mas no período da imigração, a área estava sob o domínio da Romênia.

O pesquisador levantou ao longo de dezenas de visitas ao município de Lucélia, diversas fontes de pesquisas (fotos, cartas, moedas, certidões e muitos relatos) junto aos descendentes dos imigrantes nascidos na antiga colônia. Em constante troca de informações com o historiador martinopolense José Carlos Daltozo, os conceituados escritores da área Jorge Cocicov e Celso Grecov, a socióloga russa Svetslana Ruseishvili, assim como Marcos Vazniac, a primeira parte do trabalho culminou no Trabalho de Conclusão de Curso de Victor. O trabalho foi defendido em dezembro de 2018.

Dorin Lozovanu, renomado geógrafo moldavo e estudioso da imigração bessarábica pelo mundo, logo encantou-se com a história da colônia luceliense, e junto ao pauliceiense escreveram em parceria o artigo “Balisa, a colony of bessarabians in Brazil. The immigrants who followed the coffe route and the railways”, que em língua portuguêsa significa: “Balisa, colônia de bessarabianos no Brasil; Os imigrantes que seguiram a marcha do café e a ferrovia”.

“Apaixonei-me por Lucélia ao longo dessa pesquisa, tive suporte por parte do secretário de cultura Fernando, e o apoio de diversas famílias que me receberam e cederam materiais preciosos: Lukiantchuki, Povliuk, Colomietz, Vazniak, Paley, Cavlak, dentre outras que realmente escreveram essa história com suas vidas é que me deram condições de compreender um pouco mais sobre os bessarábicos em nossa região. Esse é um trabalho produzido por centenas de mãos, a mim coube apenas transcrevê-lo”, diz Victor, acerca do trabalho recém publicado na Europa.

Giulia Grassi Mandelli, a jovem prodígio de apenas 17 anos, estudante do colégio Objetivo de Tupã, apaixonada por História e responsável pela tradução do artigo para o inglês, idioma no qual o artigo foi publicado, relata: “Trabalhar com a tradução do artigo foi uma experiência que eu nunca havia tido. História e idiomas sempre foram minhas paixões, mas juntar ambos em um projeto só, parecia algo distante. O processo não foi fácil, a tradução de certos elementos e expressões em diferentes contextos da época, exigiram pesquisas e uma boa procura em dicionários, tendo que transcrever uma mesma frase múltiplas vezes até que fizesse sentido. Além do fator tempo e disponibilidade, considerando que na época eu estava estudando para completar meu último semestre do Ensino Médio. Não foram poucas as vezes em que fui para a cama após as 03h. Apesar dos contratempos, quando me via submergida na tradução e na leitura do texto original, era como se pudesse viver tudo aquilo que estava lendo. Surreal como uma realidade completamente diferente da minha, poderia ter existido em uma cidade a poucos quilômetros de distância de mim. Talvez seja essa uma das razões pela minha fascinação pelo passado e por tudo que o rodeia. Ver o artigo pronto e publicado traz uma enorme felicidade e realização por saber que a história e os costumes daquele povo puderam ser revividos e compartilhados para o mundo. Sou grata ao Victor pelo convite e parceria”.

Izabel Castanha Gil, geógrafa e professora do Centro Universitário de Adamantina (UniFAI) foi quem orientou a pesquisa junto ao moldavo Dorin Lozovanu. O artigo foi publicado pela revista da Universidade Estadual de Tiraspol, “Acta et Commentationes” em sua 7ª edição, na capital europeia Chisinau, onde está disponível também na forma eletrônica.


Fonte: Marcos Vazniac

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