Com ex-volante da seleção entre os lapidados, olheiro do Osvaldo Cruz F.C. acredita no sucesso da equipe na Copa SP
Nossa Lucélia - 26.12.2019


Aos 74 anos, "araponga" Orzi França, ex-Rio Branco de Americana, presta apoio ao clube do Oeste Paulista, que se prepara para sua terceira participação na Copinha

OSVALDO CRUZ
- Se depender de uma opinião experiente, feita por quem conhece "um pouco" do futebol de base no interior de São Paulo, chances não faltarão para o Osvaldo Cruz conquistar, pela primeira vez na história do clube, a tão sonhada vaga na segunda fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior.

Em dos treinos da equipe comandada por PC dos Santos, à beira do campo e esperançoso com o que via, estava o olheiro Orzi França, de 74 anos e conhecido no mundo da bola como França. Paulistano de Pirituba, bairro da zona oeste da capital, França é funcionário do Osvaldo Cruz desde a metade deste ano, quando recebeu convite do presidente do clube, Rubens Romanini.

“Conheci o França há cerca de cinco anos, em São José do Rio Preto. Tive o primeiro contato com ele quando o procurei para dar algumas aulas de futebol para meu filho, sabendo do conhecimento dele. E, aos poucos, essa relação profissional virou uma amizade, passamos a assistir jogos juntos”.

“É um observador técnico que tem um grande olho clínico, sabe enxergar e fez muita coisa dentro do processo de lapidação de muitos atletas renomados”, comentou Romanini.

Há cerca de cinco décadas vivendo em contato com equipes profissionais do interior paulista, mesmo também tendo exercido outras atividades nesse tempo, França conta que trabalhou na lapidação de vários atletas famosos no cenário nacional e até internacional. Porém, por questões "de ego e vaidade", "muito normais no futebol", ele prefere que muitos desses fatos não se tornem públicos.

Entretanto também, não é segredo para parte dos conhecedores desse cenário que França desempenhou papel relevante na função de olheiro, principalmente atuando no Rio Branco de Americana no decorrer da década de 1990, período em que o clube do interior de São Paulo revelou muitos atletas.

E, foi nesse período, que França encontrou aquela que é apontada como sua principal descoberta, essa sim, sem segredo nenhum, já que o ex-atleta é tratado "como um amigo até hoje" e uma pessoa "com bom coração, sempre disposto a ajudar", como conta o olheiro.



Trata-se de Marcos Assunção, ex-volante revelado no Tigre de Americana, com passagens por equipes tradicionais do Brasil, do exterior e também seleção brasileira, um dos talentos entre os descobertos ou lapidados pela "araponga", como eram chamados França e seus amigos olheiros pelo ex-treinador Cilinho, falecido no final de novembro.

“Era um jogador diferente. Desde os 11, 12 anos, já sabia bater na bola muito bem. O Assunção não era aquele volante de muita pegada, era mais o homem da bola parada, jogava de cabeça erguida, metendo bolas nos atacantes. Isso desde menino. Como ele, hoje por termos um futebol mais físico, acaba sendo difícil. O futebol mudou muito”.

Em 2010, o ex-volante esteve no Oeste Paulista e jogou pelo Grêmio Prudente (ex-Barueri), fazendo parte do elenco semifinalista do Paulistão e acabou sendo contratado pelo Palmeiras após ser um dos destaques da campanha.

Assunção anunciou oficialmente sua aposentadoria em 2016, após passagem pelo Sampaio Corrêa (MA), último clube de sua carreira, mas a busca de França por revelações ainda segue. E, com esse olhar minucioso e especial para cada garoto, ele garante que acredita nos jovens do Azulão nesta Copinha, que vão em busca de um espaço no futebol profissional, tentando fazer bonito com o time no Grupo 1.

“Estou acreditando muito nesse trabalho. É um trabalho que mescla meninos mais novos com alguns que estão no último ano. Acredito que farão uma Copinha muito boa, deixando inclusive a cidade contente, para retribuir todo apoio que têm recebido”.

Questionado sobre a possibilidade de encontrar um novo Assunção neste elenco, França evita comparações, mas revela outras qualidades que vê no grupo treinado por PC dos Santos.

“Temos meninos como o Breno, que é um volantão. O Fabrício, que é um pulmão para o time. Além do Yuri, um destaque pela beirada. O Guilherme é um meia que lança boas bolas longas, e o Galego, outro bom jogador. É um time novo, mas que dará gosto”.

A equipe do Oeste Paulista estreia no dia 3, às 17h, contra a Ponte Preta. Londrina e São José (RS) completam a chave sediada no Brenão, em Osvaldo Cruz.


Fonte: Paulo Taroco _ Do Globo Esporte.com

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