Osvaldo Cruz F.C. se despede da Copinha com vitória
Nossa Lucélia - 09.01.2020
Mesmo eliminado e diante do líder Londrina, Azulão demonstra muita garra. Equipe saiu do do 0x2 para virar o jogo em 3x2
OSVALDO CRUZ - A Chave 1 é um retrato fiel da Copa São Paulo de Futebol Júnior: cheia de boas histórias. O grupo que teve gols em todos jogos, recorde de atleta mais novo e classificação emocionante da Ponte Preta presenciou mais um capítulo interessante na noite desta quinta-feira. No fechamento da primeira fase, o Osvaldo Cruz conseguiu a primeira vitória na história da Copinha. Contra o líder e classificado Londrina, o Azulão saiu de 0 a 2 no placar para 3 a 2 e, mesmo eliminado, deu alegrias ao seu torcedor, que compareceu ao Estádio Breno Ribeiro do Val, o Brenão.
A PRIMEIRA VITÓRIA NA COPINHA
Até entrar em campo para enfrentar o Londrina, o Osvaldo Cruz somava 8 jogos na história da Copinha, com 3 empates e 5 derrotas. Agora, tem também 1 vitória. Ao todo, são 8 gols marcados e 22 sofridos na disputas das edições de 2018, 2019 e 2020.
E AGORA?
Nesta quinta-feira, quem comemorou deu adeus à competição, e quem lamentou seguiu adiante. O Londrina já começou o jogo garantido na primeira colocação e pegará na segunda fase o Timon, do Maranhão, que avançou como segundo colocado do Grupo 2. A Ponte Preta foi a outra classificada da chave e terá o Santos pela frente. A Federação Paulista de Futebol definirá nas próximas horas a sequência da tabela, mas já é certo que os confrontos da segunda fase serão eliminatórios e decididos em partidas únicas. Se der empate, a definição da vaga irá para os pênaltis.
PRIMEIRO TEMPO
O jogo que não valia nada em termos de classificação foi pra lá de legal desde o começo. Os vários reservas dos dois times demonstraram que queriam aproveitar a chance que ganharam e fizeram uma partida, até certo ponto, sem responsabilidade, aberta. Depois de 15 minutos iniciais em que praticamente só o Londrina ficou com a bola e o goleiro Thiago, dos donos da casa, apareceu bem em duas oportunidades, o placar foi inaugurado aos 23, com Jefferson. Um belo lançamento por cima da zaga encontrou João Nascimento, que tentou o domínio, não conseguiu, mas involuntariamente deu belo passe para o camisa 19 chegar de frente para o goleiro e só deslocar. Foi o segundo dele na Copinha. Aos 34, o Tubarão ampliou. Wendell recebeu lançamento de Pedrinho, entrou na área, dominou e finalizou cara a cara com Thiago. Também foi o segundo dele na competição. A bola ainda bateu na trave antes de entrar. Este lance mostrou bem como a defesa do Osvaldo Cruz bateu cabeça ao longo do campeonato. Sofreu gols parecidos com esse. Mas três minutos depois, as notícias sobre as falhas do time cederam espaço à superação e a um raro momento de alegria. Adriano cobrou pênalti e renovou a esperança do torcedor, que ainda viu o goleiro osvaldo-cruzense fazer outra bela defesa.
SEGUNDO TEMPO
Antes de alcançar o empate, o Osvaldo Cruz quase viu o Londrina ampliar. Depois de duas boas investidas, uma de cada lado, o Tubarão teve grande chance aos 13 minutos. Caio Gomes cabeceou, e o zagueiro Gabriel afastou praticamente embaixo da trave. Cinco minutos depois, veio o segundo do Azulão. E que jogada esquisita. Autor do gol, recuperou a bola no campo defensivo e se atrapalhou com seu companheiro de time, Adriano, na hora de armar o contra-ataque. Os dois quase se chocaram, e a bola ficou fora do controle da dupla, mas Zé Pedro, do Londrina, se atrapalhou ainda mais na hora de cortar. Ele chutou em cima de Lincoln, caido. Assim, Adriano ficou com a bola dominada, em um ataque de três contra um. Ele rolou para o camisa 14, que finalizou, em cima do goleiro, rasteiro, e João Vitor aceitou. A virada ocorreu aos 35, depois do Tubarão colocar uma no travessão. O goleiro João Vitor repôs a bola com a mão, o Osvaldo Cruz recuperou rapidamente a bola, e Carlos Iury recebeu. O camisa 11 ajeitou e chutou de fora da área, rasteiro, no cantinho.
PONTE PRETA EMPATA COM O SÃO JOSÉ E SE CLASSIFICA
O jogo teve um ritmo bom durante quase os 90 minutos e, diante disso, com reviravoltas. O São José-RS estava com a classificação assegurada até os 42 minutos da etapa final, mas, de pênalti (o segundo da equipe na partida), a Ponte Preta buscou o empate e tomou dos gaúchos a vaga restante do Grupo 1 para a segunda fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior, juntando-se ao Londrina – o outro classificado da chave. O gol salvador foi o que deu números finais ao placar de 2 a 2, ocorrido na tarde desta quinta-feira (9), no Brenão, em Osvaldo Cruz.
DAQUELE JEITO, MAS FOI - A Ponte vencia por 1 a 0, jogava pelo empate e teve a chance de fazer o segundo na reta final do primeiro tempo, quando teve a seu favor o primeiro pênalti. Porém, Vitinho chutou em Lorenzo a oportunidade de deixar a Macaca mais tranquila. O São José aproveitou o ânimo extra e empatou logo na sequência. A equipe do Rio Grande do Sul voltou com tudo após o intervalo e virou logo no começo da etapa final. Mas, daí, a falta de pressa mudou de lado. Mesmo sem muita criatividade, a Ponte Preta aproveitou a calmaria iniciada pelo São José, graças ao oportunismo de Veras. O atacante pontepretano sofreu pênalti, que ele mesmo cobrou para selar a classificação da Ponte.
PRIMEIRO TEMPO - Os primeiros 45 minutos de jogo foram ainda melhores que os restantes (sem desmerecer muito a etapa final). A Ponte começou colocando pressão campo de ataque do São José. Devagar, a equipe do Sul equilibrou o jogo. Mas, quando o São José era mais presente na partida, Andrey aproveitou e bateu entre as pernas de Lorenzo. A Ponte teve a chance de fazer 2 a 0, mas Vitinho perdeu um pênalti. Foi aí que Thayllon apareceu e deixou tudo igual.
SEGUNDO TEMPO - O São José voltou com tudo na etapa final. Logo na primeira chance, Caio fez grande defesa e impediu a virada. Entretanto, logo depois, ele não conseguiu segurar a finalização de cabeça de Felipe, que virou aos dois minutos. Mas daí a tranquilidade excessiva mudou de lado, e o São José deu uma certa acomodada. A Ponte, mesmo sem muita efetividade, teve outro pênalti a seu favor, agora sofrido por Veras. Ele mesmo foi para a batida e, desta vez, não desperdiçou, aos 42 minutos da etapa final, que não foi tão intensa quanto a primeira, mas seguiu aberta o tempo todo.
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