Andressa Silva Novaes faz história ao se tornar primeira mulher a arbitrar torneio de futebol em Lucélia
Nossa Lucélia - 02.10.2026
Aos 28 anos, professora de educação física de Lucélia comandou uma partida da terceira edição do torneio, abrindo espaço para a participação feminina na arbitragem do futebol amador regionalLucélia (SP) - O último domingo (27) entrou para a história da terceira edição do torneio Vovozão, realizado no Tênis Clube de Lucélia. Pela primeira vez desde a criação da competição, uma mulher assumiu a arbitragem de uma partida. Aos 28 anos, Andressa Silva Novaes marcou seu nome no esporte amador da região ao ocupar um espaço que, até então, era exclusivamente masculino.
Natural de Lucélia, Andressa é professora de educação física na Escola Estadual Professor Joel Aguiar, em Pacaembu. Sua relação com o esporte começou ainda na infância, por meio das atividades escolares, e foi fortalecida dentro de casa. Criada em uma família apaixonada por futebol, ela acompanhava os jogos do Corinthians e, ao lado da irmã, Carol, costumava assistir aos treinos esportivos do irmão, Nelson.
Foi justamente essa convivência que ajudou a despertar e fortalecer sua paixão pelo esporte. Mais tarde, o interesse pela arbitragem surgiu como uma oportunidade de ampliar os conhecimentos, enfrentar novos desafios e conhecer uma perspectiva diferente da dinâmica das partidas.
Em 2025, Andressa realizou um curso preparatório oferecido pela empresa Judá Artigos Esportivos para atuar na função. Segundo ela, a preparação exige conhecimento das regras, compreensão do jogo e equilíbrio para tomar decisões durante as partidas.
“A teoria é muito importante, mas a experiência prática também contribui bastante para desenvolver segurança e confiança durante as partidas”, afirma.
Desafio dentro e fora das quatro linhas - A atuação como árbitra exige decisões rápidas, concentração e capacidade de lidar com situações de pressão. Para Andressa, além do preparo físico, o controle emocional é fundamental para exercer a função.
Ela também destaca que uma das maiores dificuldades pode estar na própria cobrança. O medo de errar, a insegurança de ocupar um espaço tradicionalmente masculino e o receio dos julgamentos são fatores que podem representar obstáculos para mulheres que desejam ingressar na arbitragem.
Apesar dos desafios, a professora avalia que a presença feminina nos campeonatos do interior vem crescendo. Segundo ela, é cada vez mais comum encontrar equipes mistas e times formados majoritariamente por meninas, inclusive com mulheres ocupando a função de capitãs.
Representatividade no esporte - A participação no Vovozão representa, para Andressa, mais do que uma experiência profissional. Ela espera que sua trajetória possa servir de inspiração para outras mulheres que desejam experimentar novas funções dentro do esporte, mas que muitas vezes não encontram referências femininas nesses espaços.
“Não precisamos esperar nos sentirmos totalmente prontos para começar. Muitas vezes, a confiança também é construída durante o caminho”, afirma.
Para as mulheres que pretendem seguir uma trajetória semelhante, Andressa recomenda buscar conhecimento, estudar e aproveitar as oportunidades que surgirem. Ela ressalta que questionamentos e críticas podem aparecer, mas não devem determinar os limites de cada pessoa.
“O esporte também é lugar de mulher: dentro da quadra ou do campo, como atleta, professora, treinadora, árbitra ou em qualquer outra função”, destaca.
Para resumir o momento e reforçar sua mensagem sobre a presença feminina nos mais diversos setores, Andressa recorre a uma frase atribuída à ex-primeira-dama dos Estados Unidos Michelle Obama: “Não há limites para o que nós, como mulheres, podemos conquistar”.
A estreia histórica no Vovozão representa, assim, não apenas uma conquista pessoal para Andressa, mas também mais um passo na ampliação da participação feminina no esporte amador da região.Fonte: Impacto Notícias>
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