Manihot esculenta – Convivendo com o inimigo
Nossa Lucélia - 22.04.2012
AGRICULTURA - Manihot esculenta, é o nome científico da popularmente conhecida mandioca-brava. Originária da América do Sul, particularmente no Brasil, onde é amplamente cultivada. É um arbusto perene, com cerca de três metros de altura. Apresenta ocorrência natural no ambiente. Caule e ramos nodosos, com cicatrizes.
Suas folhas são decíduas, de coloração variando entre o verde ao vermelho arroxeado. Odor característico. Abaixo da epiderme, encontra-se o látex, substância com coloração branca azulado, com aspecto viscoso, onde encontrasse maior quantidade do ácido cianídrico, glicosídeos cianogênicos, interferindo na oxigenação celular.
As principais partes tóxicas são as raízes e folhas. A intoxicação causa vômitos, dores abdominais, diarréia, sonolência e distúrbios neurológicos como torpor, coma, convulsões, podendo chegar à morte.
Danilo Pelloso comenta: nossa população brasileira, através da cultura popular, apresenta familiarizada com plantas de diversas características, assim como seu uso, mas desconhece suas propriedades, assim somos acometidos por grande porcentagem de mortes por intoxicação.
A premissa da utilização da planta, na crença do inexistir problema, por ser advindo do ambiente (natureza), é equivocada. As neurotoxinas dos alcalóides presentes em algumas espécies são tão tóxicas, quanto os animais como a classe de ofídios.
As plantas possuem sistemas de defesa para se resguardar dos perigos de ser extinta. Normalmente essas defesas são substâncias neurotóxicas.
No Brasil ausentasse a consciência da verdadeira lesão que plantas tóxicas podem causar. Exemplo: Nerium oleander (Louro rosa, normalmente presente em residências), Atropa belladonna (beladona, normalmente utilizada por mulheres européias, como sinônimo de beleza, através da dilatação da pupila). Assim são milhares de outras plantas, outros exemplos e acontecimentos.
Ninguém se atreve a ministrar psicotrópicos em demasia, mas desconhece que a grande parte desses medicamentos é advindos de espécies vegetais. Assim o uso de plantas medicinais por leigos é extremamente desaconselhável.
As pessoas afirmam utilizarem apenas as espécies conhecidas, mas o conhecimento de uma espécie é tão sutil que é complexo até para os profissionais da engenharia agronômica. As pessoas pensam conhecer, mas normalmente desconhece.
As plantas apresentam características peculiares, um pequeno detalhe não observado transforma-se o resolver no embaraço da intoxicação. A diferença entre sanar a dor e morrer está apenas na dosagem da planta ministrada. Quando intoxicado não ausentasse de ligar para: 0800.771.3733 – Serviço de Intoxicação do Governo Federal.
Fonte: Danilo Pelloso
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